quarta-feira, 25 de maio de 2011

"Desinventar objetos. O pente, por exemplo. Dar ao pente funções de não pentear. Até que ele fique a disposição de ser uma begônia. Ou uma gravanha.

Usar algumas palavras que ainda não tenham idioma."
Manoel de Barros

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Algumas frases possíveis para cena

"É tão dificil mudar, às vezes escorre sangue."

O que se cria não se mata.

O jogo de dados de um destino é irracional? Não, é impiedoso.

Não sacrifique o dia de hoje pelo de amanhã. Se vc se sente infeliz agora, tome uma providência, pois só nas sequências dos agoras é que vc existe.

O que um homem pensa a respeito de si mesmo determina, ou melhor,revela seu destino.

A salvação é pelo risco, sem o qual a vida não vale a pena!!!!!

De tais espantos somos feitos!

"Em alguma parte alguma fica o não dito pelo dito"

Os tempos humanos da memória, essa antimatéria que pode num átimo reacender o que na matéria se apagara prá sempre.

Na série do "eu preferia ter morrido":

A MORTE NÃO TEM AVENIDAS ILUMINADAS
NÃO TEM CAIXAS DE SOM ATORDOANTES
TRÁFEGO ENGARRAFADO
NÃO TEM PRAIAS
NÃO TEM BUNDAS
NÃO TE TELEFONEMA QUE NÃO VÊM NUNCA
A MORTE NÃO TEM CULPAS
NEM REMORSOS
NEM PERDAS
NÃO TEM LEMBRANÇAS DOÍDAS DE MORTOS
NEM FESTAS DE ANIVERSÁRIO
A MORTE
NÃO TEM FALTA DE SENTIDO
NÃO TEM VONTADE DE MORRER
NÃO TEM DESEJOS
AFLIÇÕES
O VAZIO VAZIO DA VIDA
A MORTE NÃO TEM FALTA DE NADA
É NADA
A PAZ DO NADA


quinta-feira, 7 de abril de 2011

Emily Dickinson e a solidão

A Solidão que Ninguém sonda -
E o tamanho imagina
Enquanto põe o fio a prumo
Para a Cova medir -

A Solidão que o maior medo
É de ver a si própria -
E ante si própria destruir-se
Numa mirada só -

Não o Horror de nos vigiarem -
Mas no Escuro manter-nos -
A Consciência interceptada -
E na Prisão o Ser -

Sinto que a Solidão - é isto -
O Criador da alma
As Cavernas e os Corredores
Clarear - ou lacrar -